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Marinha diz que oficial foi encontrada 'desfalecida' em alojamento militar e morte foi confirmada no hospital da USP

Polícia investiga morte de engenheira da Marinha em São Paulo A Marinha do Brasil informou nesta sexta-feira (25) que a segundo-tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada "desfalecida" na quinta (24) no alojamento do Centro Tecnológico da corporação, na Zona Oeste de São Paulo. Ainda segundo a Marinha, uma "equipe médica da unidade foi imediatamente ao local, e a militar foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo [HU-USP], onde foi constatada


Polícia investiga morte de engenheira da Marinha em São Paulo A Marinha do Brasil informou nesta sexta-feira (25) que a segundo-tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada "desfalecida" na quinta (24) no alojamento do Centro Tecnológico da corporação, na Zona Oeste de São Paulo. Ainda segundo a Marinha, uma "equipe médica da unidade foi imediatamente ao local, e a militar foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo [HU-USP], onde foi constatada sua morte." A versão da Marinha diverge do que consta no Boletim de Ocorrência (BO) do caso registrado pela Polícia Civil como "morte suspeita". De acordo com o documento, Beatriz já havia chegado sem vida ao hospital, e o corpo foi retirado da base militar onde ocorreu a morte antes da realização dos procedimentos periciais. A causa da morte ainda não foi esclarecida. O que diz a Marinha Beatriz Fickert Santoro era engenheira mecânica na Marinha em São Paulo. Reprodução/Arquivo pessoal Em nota, a Marinha informou: "A Marinha do Brasil informa, com pesar, que a Segundo-Tenente (RM2-EN) Beatriz Fickert Santoro foi encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, em 24 de setembro. A equipe médica da unidade foi imediatamente ao local e a militar foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, onde foi constatada sua morte. As causas e circunstâncias da morte estão sendo apuradas pela Marinha e pelas autoridades periciais competentes. A Marinha presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifesta suas sinceras condolências a familiares e amigos" A Marinha não respondeu à equipe de reportagem se o termo "desfalecida" significa que Beatriz estava desacordada ou sem vida. A oficial trababalhava como engenheira mecânica no Centro Tecnológico da Marinha, que também fica dentro da Cidade Universitária, no Butantã, perto do HU-USP. O que diz o BO Beatriz era era tenente e engenheira mecânica na Marinha, onde morreu, segundo a polícia. Reprodução/Arquivo pessoal e Felipe Pereira/TV Globo O BO foi registrado no 7º Distrito Policial (DP), na Lapa, para solicitar o recolhimento do corpo. O documento informa que a ocorrência já havia sido registrada antes pela Polícia Federal (PF) em razão de envolver uma oficial da Marinha, que pertence a União. Segundo o registro policial, agentes da Polícia Militar (PM) foram acionados por volta das 21h de quinta-feira (24) para comparecer ao HU-USP porque uma médica do hospital se recusava a emitir o atestado de óbito de Beatriz. Ainda de acordo com o registro, a oficial já teria chegado morta ao hospital. Ela havia sido levada ao HU-USP por uma capitã, que informou ser médica da Marinha. O documento relata que agentes da Polícia Militar (PM) identificaram aparentemente que o corpo já teria falecido havia algum tempo. A equipe, porém, não teve acesso ao local onde a morte ocorreu. O BO ifnforma também que, diante da alteração do estado do local e da remoção do corpo antes da perícia, é necessária a apuração das circunstâncias da morte e dos fatos posteriores. O documento menciona a possibilidade, em tese, de "eventual fraude processual." Os policiais tentaram apresentar a ocorrência à Polícia Civil, que os encaminhou à Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo. A PF solicitou perícia no local e o recolhimento do corpo, segundo o BO. A equipe de reportagem tenta contato com a PF e a USP para comentarem o assunto. O que dizem SSP e PM Beatriz Fickert Santoro (ao centro ) morreu numa base da Marinha (à esquerda) e depois foi levada para um hospital dentro da USP (à direita). Felipe Pereira/TV Globo e Reprodução/Arquivo pessoal Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a PM foi acionada para ir ao HU-USP depois que uma médica do hospital se recusou a fazer o atestado de óbito de Beatriz. "Como os fatos ocorreram no interior de uma instalação militar, a investigação e as demais providências ficarão a cargo da Polícia Federal [PF] e da Marinha do Brasil", segue o comunicado da pasta da Segurança. Também num comunicado, a PM informou que a mulher foi "localizada sem sinais vitais em um alojamento da Marinha do Brasil, nas dependências da USP". O que diz a família Beatriz Fickert Santoro trabalhava na Marinha do Brasil. Ela foi encontrada morta numa base militar, segundo a polícia. Reprodução/Facebook Segundo a página de Beatriz no Facebook, ela era casada. A mãe dela, Soraia Fickert, disse à equipe de reportagem que a filha "era saudável" e "foi encontrada sem vida no alojamento" há "mais de 2 horas que havia morrido". Ela ainda falou que "a médica do hospital se recusou a assinar o óbito por esse motivo", e que depois "chamaram a Polícia Federal".

Fonte: g1.globo.com

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